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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Baús

Quando estiverdes certo de tudo
Espera a próxima brisa
Ela talvez te traga a lembrança
Que a certeza é o início de todas as dúvidas.

Viver é mudar
e uma muda se desnuda para ser árvore,
Que já era, mas precisa crescer pra chegar onde já estava.
E assim o mundo gira, correndo parado de um lado a outro
O troco é dinheiro que se faz do mesmo
E a cada dia a terra chega,
E o troco se renova...

As portas e os caminhos, as bocas dos ninhos
Esperam sempre uma passagem
E agem paradas na simplicidade de apenas estarem.
Tudo que faz parte, que já se espera, nada mais é do que o “já é”
Esperando a hora de não ser mais muda, gritar uma presença absurda
Espelhar a existência que nunca deixa de existir
Mesmo quando não está ali,
Mesmo muda, mesmo chegando, mesmo parada...

Hoje abri meu peito e descobri:


Somos todos um baú de novidades empoeiradas.

                                                           Demócrito Cruz

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013

Mais um ano cansado de sóis e luas
E um novo clareia o horizonte.
As esperanças saltam verdes de coração em coração
E as roupas brancas mostram certezas nuas.
Quando as luzes pipocarem no céu
Trazendo das nuvens a vontade das alturas
Dos sonhos perdidos que o ano velho esqueceu
Contarei cada um, numa conversa com Deus.
E de desejos nascidos com o ano que chega
Farei rosário de pedidos ao mar
Como as ondas que vem e a areia beija

Aos que esqueceram de amar,
Desejo o amargor do arrependimento.
Aos que apenas sofreram
Desejo um bocado de amor;
Aos que saíram as ruas,
Desejo muito mais gritos;
Aos que quebraram as praças,
Desejo a força da vergonha;
Aos que subiram na vida,
Desejo memória.
Aos que viveram de salário,
Desejo ambição, mínima como a conta corrente;
Aos que feriram,
Desejo consciência;
Aos que perderam líder,
Desejo lembrança;
Aos que tem fé,

Não desejo nada, eles já tem tudo.

Demócrito Cruz

sábado, 20 de julho de 2013

Divagações


As dores que afligem a alma


Para início de conversa...

Eis-me aqui para dividir com vocês um pouco da minha subjetividade. Os poemas e textos postados neste blog falam de um universo particular, porém, ao alcance de todos. Será por essas obras, primas de minha  ignorância e filhas da inconstância, que falarei de dentro de mim diretamente para dentro de você, leitor ávido por uma leitura que o compreenda e reflita.
Tirei dos arquivos mofados do meu windows os mais antigos poemas que nasceram na efemeridade de uma adolescência inquieta e calada. Ao mesmo tempo os novos pensamentos que pipocam nesta cabeça que vos escreve estarão aqui e certamente cresceremos e dividiremos sensações embaladas por metáforas quietas ou eufemismos rudes.
Hoje inicio este trabalho e espero ter a sua companhia, meu caro leitor, para vivermos e dividirmos o poder que a poesia tem de modificar um momento.