sábado, 27 de julho de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
Um Adeus
Poema ficou em 2º lugar do XXIX Fespofale em Estância/SE - Interpretado por Marcel Paulo Santos.
Sentindo na pele a voz rouca da noite
Pedi aos céus um recesso da vida
A pele me dói na alma como açoite
E o vento sombrio convida à partida.
Sou cego corcel desertor da planície
Sedento de nada, na espera final.
Vejo meu mundo um infinito carnaval
Nos poucos confetes que ainda festejam
Cansados lacrimejam a dor da alegria
Eis a hora, em que o derradeiro verso
Enrijece as artérias, dilui o pensamento
Sou Baco cantador de sonhos submersos
A única voz que chove sem cor a sala vazia
Não desejo agora, a fúria dos demônios
Nem o freio de um mundo inerte corrompido por sorrisos
tolos.
Quero ser a luz que verte a solidão dos aflitos
Quero dos anjos o voo,
Das almas a fé,
Dos bêbados o êxtase,
Das putas o amor.
O gume é imperfeito como o sangue que beija
Murcha a flor de mim a ideologia
E o claro das vistas é cinza
Perfeito é o futuro para quem almeja
Desfaça-se a luz!
O espírito velho reclama regaço
Nas mãos do destino me faço autor
Sou meu servo, meu algoz, meu senhor...
Tranquei o pecado no limbo das virtudes
- É hora! –
A leve brisa ensaia na cortina um “adeus”
Fugindo da existência prendo-me à liberdade.
Na vida fui nosso, na morte fui EU.
Demócrito
Cruz Santos
Sobre a vida e os amores
Depois que o amor sai de ti, quão dolorido é o seu retorno...
A vida deve sempre ser algo vivo
sem choros mórbidos nem acidentes
no caminho
Andar sozinho às vezes nos salva de uma companhia passada,
Pois estar junto não é só gritar em datas certas e buscar sorrisos de calendário,
É servir.
Servir apenas aos seus próprios instintos de respeito.
Amar é ser algo o minimamente distante de quem se ama
É estar perto, ao lado, colado mesmo que uma distância
insista
E consiga lembrar que o calor do outro não é o mais
importante.
O amor não está na pele, deixemos isso para os adolescentes
Que descobriram há pouco a delícia que é ser de carne.
Fitemos o infinito, pois é lá que residem as almas perfeitas.
O passado só é presente para quem não sabe que a vida está à
frente.
Então lute pelo que nasce todos os dias sobre seus ombros
A nossa existência é uma guerra de decisões estranhas,
dolorosas, mas nunca impossíveis.
Às vezes é preciso amputar o que ficou preso nos escombros,
Se quiser saber como brilhará o sol depois da tragédia.
Porém, se este membro te é tão precioso,
prepara-te para a
sorte em meio à poeira do que te engoliu.
Abra os braços para abraçar o hoje...
Ele é incerto, mas está aqui.
Caso queira moldá-lo, terá tempo suficiente, basta abrir a porta e pular,
Pois a liberdade é sempre azul e o ar é bem mais fresco
que no quarto mofado do que "não tem mais volta."
Demócrito
Cruz
Para início de conversa...
Eis-me aqui para dividir com vocês um pouco da minha subjetividade. Os poemas e textos postados neste blog falam de um universo particular, porém, ao alcance de todos. Será por essas obras, primas de minha ignorância e filhas da inconstância, que falarei de dentro de mim diretamente para dentro de você, leitor ávido por uma leitura que o compreenda e reflita.
Tirei dos arquivos mofados do meu windows os mais antigos poemas que nasceram na efemeridade de uma adolescência inquieta e calada. Ao mesmo tempo os novos pensamentos que pipocam nesta cabeça que vos escreve estarão aqui e certamente cresceremos e dividiremos sensações embaladas por metáforas quietas ou eufemismos rudes.
Hoje inicio este trabalho e espero ter a sua companhia, meu caro leitor, para vivermos e dividirmos o poder que a poesia tem de modificar um momento.
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