sábado, 20 de julho de 2013

Sobre a vida e os amores



Depois que o amor sai de ti, quão dolorido é o seu retorno...
A vida deve sempre ser algo vivo 
sem choros mórbidos nem acidentes no caminho
Andar sozinho  às vezes nos salva de uma companhia passada,
Pois estar junto não é só gritar em datas certas e buscar sorrisos de calendário,
É servir.
Servir apenas aos seus próprios instintos de respeito.
Amar é ser algo o minimamente distante de quem se ama
É estar perto, ao lado, colado mesmo que uma distância insista
E consiga lembrar que o calor do outro não é o mais importante.
O amor não está na pele, deixemos isso para os adolescentes
Que descobriram há pouco a delícia que é ser de carne.
Fitemos o infinito, pois é lá que residem as almas perfeitas.
O passado só é presente para quem não sabe que a vida está à frente.
Então lute pelo que nasce todos os dias sobre seus ombros
A nossa existência é uma guerra de decisões estranhas, dolorosas, mas nunca impossíveis.
Às vezes é preciso amputar o que ficou preso nos escombros,
Se quiser saber como brilhará o sol depois da tragédia.
Porém, se este membro te é tão precioso, 
prepara-te para a sorte em meio à poeira do que te engoliu.
Abra os braços para abraçar o hoje...
Ele é incerto, mas está aqui.
Caso queira moldá-lo, terá tempo suficiente, basta abrir a porta e pular,
Pois a liberdade é sempre azul e o ar é bem mais fresco que no quarto mofado do que "não tem mais volta."

                                                                                                  
                                                                                                                                                              Demócrito Cruz 

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