segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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Somos vigilantes de nós mesmo
Estar vivo é cair mil vezes sob a bota do destino
É preciso escolher palavras
Ditar regras
Colher derrotas
Para assim ocupar o lugar de sermos simplesmente nós.

Deve-se estar atento à morte,
Pois ela virá sorrateira...
Deve-se estar atento à solidão,
Pois ela apressa os passos da vida
Trazendo uma velhice jovem e oportunista.

Perdi o senso de vigilância
E a ânsia de ser alguém atropelou a necessidade de me encontrar.

Esqueci a janela aberta
E o amor, num pulo, voou pra bem longe.

domingo, 25 de agosto de 2013

Poesia (banner)


Poesia


Na face nua das palavras existe um universo
Um humilde soletrar que transborda um instante
uma força que transforma o pensamento
em flores sonoras no respirar do poeta
em facas melódicas no fungar do ofendido.
Quão amigas são as frases afáveis,
E quão médicas são as orações do aflito.
É só na graça do vocábulo
Que homem acende ao posto de falante
E aí, eis o dono das metáforas aladas
E da brisa solícita dos eufemismos.

                                             Demócrito Cruz