É
na distancia que dois corpos se desmerecem.
A
visão atiça os sentidos da escolha egoísta.
Na
verdadeira dor os corações esbravejam,
Reviram
e desejam o amado perfeito.
Ver
é enganar-se
Deixar
que a luz que os corpos refletem
Falem
na altura dos desejos mais desejados...
No
cerrar das pálpebras
No
enroscar de cílios que se abraçam
Ali
se tem o homem
Animal
divino em sua complexidade cega.
É
no tato que se revela o verdadeiro e necessário sentido
No
entrelaçar de braços
No
tocar dos lábios ardentes em salivas doces
É
quando as escolhas se esvaem,
Os
desejos saem.
E
o mundo escuro das pupilas mudas
Se
contenta com a visão pequena
De
peles, de cabelos...
Grandes
aromas esquecidos
Frente
ao sabor dos hormônios
Antes
adormecidos
A
audição aguda presta aos sons mais brandos
Reverência
de razão desnuda.
O
contato é a alma do desejo
Sinal
de vida que amanhece,
É
estática carnal que os anjos desconhecem.
Demócrito Cruz
Demócrito Cruz
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